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O 6º EPEX da ESMAC debate Feminicídio-Violência contra a Mulher

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Uma Sessão Especial sobre Feminicídio, na manhã desta quinta-feira (09/11),  reuniu diversas autoridades e movimentos sociais para o debate sobre a violência contra a mulher no auditório do NPJ da Esmac. O assunto também repercutiu na imprensa,

O 6º EPEX da ESMAC reuniu mulheres de todos os seguimentos de Ananindeua e Belém no NPJ para falar de Feminicídio, um quadro de violência onde às vítimas são mulheres. Durante o debate, uma audiência pública ficou encaminhada para ser realizada na Câmara Municipal de Ananindeua no dia 16 de Novembro. Os  deputados presentes se comprometeram assinar emenda compartilhada voltada para políticas de combate à violência e de promoção das mulheres em Ananindeua. A Faculdade Esmac se compromete em organizará um simpósio e criar um grupo de estudo sobre o tema.

Violência

A violência contra as mulheres aumentou 730% em uma década. É o que apontam dados do DATASUS. O município já é a cidade brasileira com mais mortes violentas de mulheres e a evolução desse número em dez anos (de 2005 a 2015 – último ano com dados disponíveis no sistema) tem preocupado as autoridades. A maioria das mortes dessas mulheres é por violência por diversos meios, como sufocamento, arma de fogo, objetos cortantes ou mesmo agressões sexuais.

Nesse recorte, Ananindeua foi o município com a maior taxa de morte de mulheres em 2015, com 21,9 homicídios para cada 100 mil habitantes. A segunda colocada, Camaçari, na Bahia, teve uma taxa de 13.

Dados apontam que entre 2017 os casos de feminicídios no Pará aumentaram em quase 40%. O crime ocorre quando o assassinato de uma mulher é cometido em razão de ser do sexo feminino, ou seja, quando há “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”, conforme está previsto na Lei nº 13.104/2015.

Fátima Afonso, do Movimento de Mulheres Rosa Luxemburgo, cobrou a instalação de uma Delegacia de Atendimento à Mulher em Ananindeua, o segundo maior município do Estado. “A pesquisa da Agência Pública é verdadeira, e que bom que ela foi feita, pois está trazendo essa sessão especial para Ananindeua. Precisamos de uma delegacia especializada para atender as mulheres, porque é humilhante uma mulher recorrer e não ser tratada da forma correta, porque as pessoas não estão preparadas para atendê-la”, criticou.

Segundo informações repassada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), foram registrados de janeiro a junho de 2017 em todo o estado do Pará, 17 casos de feminicídio.

A Diretora Geral da Esmac, Professora Nilse Pinheiro, que já esteve procuradora especial da Procuradoria Especial da Mulher em Ananindeua, lembra que o combate ao feminicídio no Brasil esbarra na questão cultural. “O nosso país é um dos pioneiros na legislação de proteção à mulher, mas ainda possui a cultura do machismo. Há um grande desnivelamento entre os direitos dos homens e das mulheres, o que acaba sendo o motivador do feminicídio, as pesquisas estão ai para mostrar que os crimes contra a vida de mulheres deixaram de ser só famíliar e passaram ao cotidiano, que em sua maioria tem como fundamento o tráfico de drogas e a vingança por algum motivo extrafamiliar ” afirma.

Assista ao Vídeo de Abertura:

Também estiveram presentes a jornalista Ursula Vidal, representante da REDE Sustentabilidade no Pará, a vereadora Sandra Batista (PCdoB) e a líder rural Ângela Lopes, presidente da Fetagri.

 

Texto: Rita Martins

Vídeo: RBA/TV

Fotos: Ascom/ESMAC

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