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II OFICINA DE ESTRATÉGIA CONTRA O RACISMO RELIGIOSO EM ANANINDEUA

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A Faculdade ESMAC abre as portas para diálogo  e discussões sobre as religiões de maior expressividade no culto afro-brasileiro, como Candomblé e Umbanda promovendo atividades para reforçar a importância de abordar uma temática tão fundamental no respeito entre os povos.Será realizada nesta sexta (13) às 15h, a Oficina de Estratégia contra o Racismo Religioso em Ananindeua. O evento, aberto ao público, conta com representantes de autoridades Afro religiosas, a OAB/ Pa, a Coordenadoria de Promoção Igualdade e Diversidade de Ananindeua, o Ministério Público, a Defensoria Pública, e, a Frente dos Movimentos Sociais e Terreiros de Ananindeua. A oficina acontecerá no Mini auditório 2 da Faculdade ESMAC, certifica o aluno que participar com 5h de carga horária complementar.Buscando desconstruir imagens estigmatizadas do negro e de suas manifestações culturais e religiosas, é um momento de trabalhar a importância de conhecer instrumentos e legislações de combate à intolerância religiosa valorizando a memória, sua preservação.Na Oficina, a Professora Mestre em Direitos Fundamentais Sandra Alves, falará da experiência das pesquisas empíricas e científicas dos alunos do curso de Direito e do curso de História nos terreiros de Ananindeua, além de expor fotos de campo. Na sequência, haverá formação de mesa com os representantes do Movimento Atitude Afro Pará, abrindo ao debate para perguntas e respostas.Os alunos foram incentivados a participar dessa pesquisa, por que a primeira matéria que é ministrada no curso de Direito, são fontes. As fontes do Direito, são: Legislação, Jurisprudência, os costumes e a doutrina. Agora com uma perspectiva interdisciplinar.A Professora Me Sandra Alves inseriu em seu Plano de curso –  o Seminário Interdisciplinar História e Direito da pesquisa empírica, campos e possibilidades, oralidade, memória, História, Leis e Patrimônio Cultural – na Disciplina do curso de História: Metodologia da Pesquisa e Fontes de História. Já no curso de Direito através da disciplina História do Direito.A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o preconceito com os cultos afro-brasileiros como racismo religioso, e não apenas intolerância religiosa. Há muito mais violência direcionada às religiões de matriz africana e afro-brasileira do que direcionada às demais religiões que seguem um padrão eurocêntrico. E não se trata apenas de uma aversão à religiosidade em si, mas sim uma coisificação das tradições africanas e afro-brasileiras, não ferindo somente a religiosidade, mas toda população negra, sendo um resquício do racismo.
Vale lembrar que o preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, passíveis de punição previstas no Código Penal.

De acordo com pesquisa Datafolha, publicada no último dia 13 de janeiro, 50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos, e 10% não têm religião. Os espíritas são 3% da população e outros 2% fazem parte da umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras.

Texto e fotografia: Lucy Silva

Fotos: Acervo pessoal

Imagem: ASCOM

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