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ELAS MOVEM A ESMAC

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Ainda no mês em que se comemora o dia de luta pelos direitos das Mulheres, as demonstrações de afeto e parabéns, não podem ficar restritas a apenas uma data. Isso porque as contribuições delas no Grupo de Ensino Madre Celeste – a exemplo da Diretora Geral da Instituição, Professora Nilse Pinheiro – permitem um desenvolvimento social histórico para o município de Ananindeua.
Reconhecimento, respeito e igualdade: esse é o tripé fundamental que o Grupo de Ensino Madre Celeste deseja para as mulheres que o compõem, e que muitas vezes se desdobram para executar suas profissões, para produzir ciência, para cuidar de suas vidas pessoais. E, queremos dividir com vocês um pedacinho das histórias de 5 Mulheres icônicas, que, movem esse universo cotidiano presencial ou remotamente. Confira e inspire-se.

Enfermeira Ralrizonia Fernandes Sousa – Professora no Curso de Graduação em Enfermagem

“Fiquei 15 anos sem estudar, nesse período fui mãe e dona de casa, mas
retomei os estudos e enfrentei o desafio de uma faculdade. Foram 5 anos de batalha, mas, venci! É muito gratificante gerar uma vida, alcançar uma meta profissional, mas, tenho meus medos, um deles é ser acomodada na minha profissão, quero contribuir com a saúde e bem estar daqueles que necessitam e são assistidos por mim. E, o medo de ser mulher por ainda viver em uma sociedade preconceituosa e machista, que acarreta a violência física e psicossocial”. – A maranhense, atualmente é enfermeira emergencista, e tem como maior inspiração uma Mulher! Sua mãe, mulher guerreira e determinada que teve uma vida sofrida. A Professora Ralrizonia, sonha em uma grande viagem pelo Mundo com seus filhos.

Psicóloga Socorro Lourinho – Coordenadora do Núcleo de Apoio  Psicopedagógico (NAPI) e Gestora da Escola Madre Celeste Unidade Icoaraci.

“Bem como muitas lutadoras, tô na batalha, e, batalhei por muito tempo sozinha! Na gravidez de minha única filha, enfrentei problemas com o cônjuge. Um divórcio, uma gravidez difícil e conturbada, pensei que não conseguiria chegar ao final. Minha menina nasceu aos 8 meses, com icterícia, ficou no hospital e eu precisei ir pra casa. Por 15 dias eu ia no hospital a amamentar, até que pude levá-la comigo, seguindo todos os cuidados médicos, foi assim por mais de 1 ano. Liberada pelos médicos, me senti plena e realizada!  Hoje ela tem 28 anos, é publicitária e são seus olhos que me motivam a lutar. Minha filha me proporciona muitas alegrias, como no dia de sua formatura. Que dia inesquecível, cheio de emoção e a linda surpresa: Maira recebeu a Láurea Acadêmica pelo melhor desempenho, além de uma bolsa de pós- graduação. Momento de felicidade eterna!” – A Help, como é chamada carinhosamente por seus amigos e colegas de trabalho, é eternamente grata ao Sr Carlos Alves Lopes, seu pai, que a acolheu quando bebê “minha grande inspiração, ele me ensinou valores como honestidade, honra, sinceridade e respeito a toda e qualquer forma de vida. Um ser extraordinário, cheio de amor e compaixão”.

A Socorro, tem os sonhos de conquistar a casa própria, e, voltar para a sala de aula, dessa vez como acadêmica de veterinária – não podia ser diferente, ela é apaixonada pelos animais e pretende ainda em 2020 realizar os dois.

Chimeny Jorge Santo – Coordenadora de Protocolo

Quem chega na ESMAC e precisa de atendimento do Protocolo, de cara percebe a Chimeny, com seu largo sorriso. Seu primeiro emprego foi no Grupo, e, ela vem colaborando há uns bons anos no setor administrativo de atendimento da ESMAC.  Ainda estudante, busca a formação acadêmica entendendo que está inserida em uma sociedade machista, mas, que pode se empoderar através da Educação  “sonho em crescer em sabedoria, e na área profissional para dar mais conforto e segurança de saúde para meu filho. O momento mais desafiador que vivi, foi quando meu filho ficou entre a vida e a morte. Eu tentei engravidar desde os meus 17 anos, e, não desisti por 10 anos até que recebi essa grande dádiva. É no meu filho que encontro forças para tudo”.

Bibliotecária Documentalista Mariana Araújo – Coordenadora da Biblioteca ESMAC

A sábia paraense nos anos 80 foi atendente de caixa em uma pizzaria, hoje Mariana é a Coordenadora da Biblioteca ESMAC e Documentalista na Universidade Federal do Pará. “Foram muitas realizações até hoje, mas, a mais significativa – o poder de gerar outra vida”. A maior inspiração da Mariana é o ato e o efeito de transformar outra pessoa por meio da sua profissão “possibilitar caminhos para o conhecimento!”

“Tenho muitas inspirações, influenciadores e formadores como base para meu crescimento pessoal e profissional. Citando alguns aqui, eu poderia falar da bibliotecária Lourdes Viana (em memória), que me acolheu como filha e discípula. Agora, o responsável parcial do profissional e ser humano que sou, foi o Professor Amintas Pinheiro, que, acreditou em meu potencial e valorizou como profissional, oportunizando meios para meu aprendizado”. A Mariana Araújo é fortemente influenciada por Simone de Beauvoir, na obra: O segundo Sexo – para o entendimento do papel da mulher na sociedade escrita na década de 40 e lida na década de 80 – Obras em volumes que tratam dos fatos e mitos sobre as mulheres, retratando suas múltiplas perspectivas, incluindo biológica, psicanalítica, materialista, histórica, literária e antropológica. Reafirmando que nenhuma das perspectivas abordadas é suficiente para definir a mulher, mas que cada uma delas tem grande importância na contribuição para a definição da mulher como a “outridade”, “o outro” diante do masculino. “Não se nasce mulher, toma-se mulher”. Para Mariana, Simone de Beauvoir nessa expressão apresenta o absurdo da afirmação de que as mulheres nascem “femininas” e devem ajustar-se ao que esse conceito supõe, em seu tempo e sua cultura.

A bibliotecária sonha com equidade e justiça, esperançosa na compreensão do indivíduo, até o entendimento de que, todos possuem direitos e deveres sendo essa a base para a transformação, na busca de uma sociedade mais justa e pacífica.

E em seus medos, ela menciona que teme não ser reconhecida por ser Mulher, além de ter de viver eternamente em uma sociedade machista, patriarcal e antiquada.

Edneusa Costa – Administrativo ASCOM

Ela que vem de uma família grande e com muitos irmãos batalhadores, cheios de atitude e empoderamento, almejando conquista e respeito na vida. A Belenense Edneusa já morou em vários estados, é uma artista com vasta experiência! Sua primeira graduação foi pela Universidade Federal do Pará, onde, compôs a pioneira turma de Interpretação teatral da Escola de Teatro e Dança da UFPA, participando de vários espetáculos e oficinas de interpretação nos anos a seguir.

Há 6 anos a Edneusa faz parte do Grupo de Ensino Madre Celeste, colaborando no Departamento de Comunicação, mas, sempre dando suporte no que consiste a eventos culturais, contribuindo com as coordenações dos cursos da Faculdade.  Essa grande mulher, alcançou mais um sonho em 2019 – sua graduação no curso de Administração da ESMAC – “Meu maior objetivo é dar mais conforto ao meu filho, e aos meus pais. Infelizmente como mãe solteira, ainda sofro muitos preconceitos diante de uma sociedade machista. Mas não deixo isso me abalar, seguindo com garra e determinação”. Exemplar Edneusa!

E aí?! Temos razões para acreditar? Parabéns todos os dias, Mulheres!

Texto: Lucy Silva

Fotos: Acervo pessoal

Imagens: ASCOM 

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